1, 2, dia 3 (ou não, sim e não sei)

1, 2, dia 3 (ou não, sim e não sei)

Contos da Chris

Era uma vez um vale de rochas. Muuuuuito alto, circular, com água no fundo. Não era um poço. Era um vale de rochas muito lindo.

De tão alto, não ventava na água e ela descansava o tempo todo. Mas a água parada não fedia. Era uma água muito límpida.

Certo dia passou um espírito voando sobre a água. Era espírito mas bem podia ser pensamento. Voava tão velozmente que — pitchuuuu! — fez tremer o círculo de rochas. Tremeu tudo.

O resultado foi um abalo mental nas rochas — crac, crec, cruc. Um pedra desceu rolando lá do alto. Rolou, quicou, rolou e parou bem acima da água. Tipo um palmo acima da água, a pedra ficou parada, levitando.

Aí tudo ficou calmo de novo.

No terceiro dia, a pedra teve um bebê. Obviamente.

O bebê viajou para a terra dos bebês e a pedra — ploft — mergulhou na água límpida e geladinha.

Longe dali, Einstürzende Neubauten tocou uma valsa.

Teria a pedra ouvido? #perguntoporquenãosei

 

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P.S.: Esse contículo nonsense foi um presentinho de aniversário da Chris Castilho para o Sat Bhagat Singh Khalsa (Rogério Bettoni), prdel, em junho de 2012. Já a imagem foi presente no aniversário de 2016. Foi por causa desse amigo querido que eu aprendi e nunca mais esqueci como se pronuncia o nome da banda Einstürzende Neubauten. 🙂